quinta-feira, 1 de agosto de 2013

HISTORIETA # 1


Olá amigos, hoje iremos falar de uma pessoa que muito contribuiu para os quadrinhos em nossa terra, teve uma bela participação nos quadrinhos brasileiros e infelizmente já nos deixou e se encontra merecidamente nos braços do Pai.
Oscar Cristiano Kern, foi roteirista da Disney para a Editora Abril, nos primeiros anos da década de 70. Em 1972, lançou o Fanzine Historieta, publicação onde colaboraram grandes nomes dos quadrinhos brasileiros como: Mozart Couto, Emir Ribeiro, Watson Portela, Deodato Jr. (Mike Deodato) e Renato Canini desenhista por mais de uma década das melhores histórias do personagem Zé Carioca, publicado pela Editora Abril.
Oscar Kern foi roteirista de A Brigada da Selva, com desenhos de Ailton Elias, (edições que você encontra aqui no "Banca").
No seu Fanzine Historieta, ainda recuperou grande parte das HQs de Carlos Thiré e publicou em álbum especial, Três Legionários de sorte. Foi um dos editores do Fanzine Confraria dos Dinossauros (24 números), fanzine de um grupo de amigos que recusaram extinguir-se e seguiam deixando suas pegadas neste nosso mundo, valorizando as HQs de qualidade, que apresentou clássicos das HQs, alguns absolutamente inéditos no Brasil. 
Osca Kern deixou com certeza muitas lembranças - e ações em prol das HQs - como muito poucos
Oscar Cristiano Kern, um grande batalhador da preservação da memória dos quadrinhos.

Então para matar a saudades e para que as novas gerações conheçam um pouco do trabalho de Kern trazemos Historieta # 1.
Então, baixe clicando na hiperligação, e bom divertimento. Ah! não esqueça de deixar seu comentário.




O JUDOKA # 16


Olá pessoal que acompanha o blog "Banca dos Gibis Brazucas", que quer matar a saudade e quer conhecer os grandes artistas brasileiros dos quadrinhos e as suas obras, pode ter a certeza que você veio no lugar certo.
Hoje temos mais uma edição da revista: O Judoka, que fez muito sucesso na década de 70 do século passado; personagem criado pela editora EBAL.
Esta edição # 16 nos trás uma grande aventura do Judoka, com roteiros de Pedro Anísio, e ilustrações de Eduardo Baron, que também criou a capa desta edição.
Para conhecer mais esta raridade, não perca tempo; é só você clicar na hiperligação, e seja o primeiro a comentar esta postagem.






quarta-feira, 31 de julho de 2013

9 MM # 2



Olá amigos que apreciam uma boa história sequencial (quadrinhos) brasileiros, o blog Banca dos Gibis Brazucas, tem por objetivo mostrar a obra e o talento dos grandes artistas brasileiros.
E hoje temos a obra de um artista brasileiro da nova geração que tem um grande talento que nos apresenta um belo trabalho e uma heroína delici... quero dizer muito encantadora.
Seu nome é Célio Cardoso, desde pequeno Célio sempre desenhou, e se graduou em três cursos para se aperfeiçoar, além de se especializar no uso dos programas gráficos, e com isso o artista se desenvolveu muito.
A sua principal criação é a jovem Lily que nasceu no dia 28 de Abril de 1986 na cidade de Chernobyl, no mesmo dia em que aconteceu o pior acidente nuclear da história, que produziu uma nuvem de radioatividade que atingiu a União Soviética, A Europa Oriental , Escandinávia e Reino Unido.
Ocorreram milhares de mortes durante e depois do acidente, e Lily  incrivelmente conseguiu sobreviver, mas os seus pais não tiveram a mesma sorte... devido a exposição à radioatividade, ela adquiriu uma força além do normal, foi criada em um lar para crianças abandonadas, aos 19 anos entrou para a policia secreta sovietica, onde obteve muito sucesso devido as suas habilidades... anos depois, ela resolveu abandonar tudo e trabalhar sozinha, ao perceber que poderia se tornar uma grande heroína.
Diferente dos outros heróis Lily não tem uma  identidade secreta, não esconde seus poderes e todos sabem onde encontra-la.
Abandonou o trabalho na polícia secreta soviética por não concordar com os métodos usados por ela. Lily evita de fazer muitos amigos para não coloca-los em perigo.
Ela usa uma pistola automática 9 mm, seu poder é uma força muito grande que o autor ainda não mensurou.
Aí está amigos a incrível Lily, e conhecemos também um pouco mais de seu jovem e talentoso criador: Célio Cardoso.
Agora é só você clicar na hiperligação para conhecer mais uma aventura desta heroína dos quadrinhos brasileiros.


terça-feira, 30 de julho de 2013

A ESPIÃ DE VÊNUS # 2


Olá pessoal que curte um bom e antigo gibi brasileiro, grato por acessar o blog.
E hoje trazemos mais uma raridade da década de 60 do século passado publicado pela Editora Edrel, que na época trazia propostas diferentes em relação a quadrinhos, como: A Espiã de Vênus, Fikon, Pabeyma e muitos outros títulos.
Sibele, a espiã de Vênus, era para a época uma ousadia, seu criador Fernando Ikoma a publicou em revista própria em 1969 através da Editora EDREL.
A revista apresentava um bom roteiro e o traço inovador de Ikoma... Sibele era uma alienígina  que vivia suas aventuras na Terra e em outros planetas como Vênus e Saturno em meio a criaturas fantásticas.
A temática adulta e madura da revista abordou até uma "experiência sexual", em uma de suas aventuras, é uma pena este material não ser republicado.
Para conhecer esta perola da Nona Arte brasileira basta você clicar na hiperligação e curtir, e depois comentar deixando sua opinião.



segunda-feira, 29 de julho de 2013

MAURICIO DÁ A VOLTA POR CIMA DEPOIS DO PARQUE DA MONICA


Mauricio de Sousa, 77, criador da Mônica, do Cebolinha e do maior estúdio da América Latina, chegou a correr o risco de ficar inadimplente, com dívidas de mais de R$ 40 milhões.
Eram débitos fiscais ou contraídos pela aquisição do parque da Mônica.

A volta por cima passou por uma revisão dos negócios, demissão do corpo administrativo e renegociação da dívida.
Embora ainda não a tenha pago integralmente, a empresa se equilibrou, investe em novos segmentos e "vai bem, obrigado".
Todo mundo tem altos e baixos, a vida toda. De tanto que já apanhei, me acostumei com a ideia de que pode não dar certo. Só acidentalmente você tem 100% de resultado.
Várias vezes arregacei as mangas, investi, e não foi para frente. O negócio é você atirar com espingarda de chumbinho. Se jogar mais bolinhas no cano, algo você acertará.
O que sempre deu certo foram as histórias em quadrinhos. Cinema, nem sempre. Tivemos problemas sérios nos anos 90 e decidimos parar. Os planos econômicos nos tiraram o chão dos pés.
Os parques temáticos foram um sucesso, sempre operaram no azul. Muita gente até hoje me diz ter saudade.
Mas esbarramos em outros problemas. O Parque da Mônica se pagava. Mas o custo da dívida que acumulei ao comprá-lo, no final do século passado, não.
O parque era uma parceria com a Globo. Mas ela não foi adiante. Houve um pouco de má administração de nosso lado, e a Globo saiu do negócio.
Um parque vive de renovação. Era preciso importar brinquedos, a taxas e juros proibitivos. É difícil convencer investidores quando a conta não fecha, quando há outras coisas que rendem mais. O shopping que abrigava o parque também já não nos queria.
Acuado, desfiz o negócio em 2010 e decidi que não seria mais dono de parques temáticos. É um investimento muito grande para nosso esquema. Saí endividado.
De repente, tinha uma dívida que chegaria a R$ 40 milhões --à dívida do parque se somaram as fiscais que eu não fazia a menor ideia. Outras áreas da empresa estavam contaminadas. Houve confusão de documentação e fui castigado pela má administração de meu pessoal.
Então troquei toda minha administração. Primeira coisa que pedi para o novo rapaz que veio cuidar das contas: saber o que custa cada coisa, como estamos cobrando.
Cheguei a receber uma proposta de aporte de R$ 2 bilhões de um grupo estrangeiro, cinco anos atrás. Nem tive dúvida, antes de mais nada porque não quero sócios. "Estou mal das pernas, nem sei o que tenho para vender, espera eu arrumar a empresa e voltamos a falar", respondi.
Eu não sabia o que ganhava nem o que sobrava, uma confusão danada. Nem sabia se teria dinheiro pra pagar o pessoal no mês seguinte.
Veio o Refis [programa de recuperação fiscal da Receita], ajeitamos as contas. Logo a gente se livra dos rabichos que sobraram. Boa parte dos que estão comigo hoje diz que não acreditavam que conseguiríamos sair dessa. O bom desempenho de alguns produtos, como Mônica Jovem e "graphic novels", ajudou.
Hoje nosso foco é exportação. De três anos para cá, temos investido o dinheiro que sobra nisso, pois a Turma da Mônica é universal e tem público cativo em países como China, Itália, Portugal. Agora entraremos com Neymar em quadrinhos na Espanha.
Exportar desenhos animados não rende muito, mas abre caminho para o licenciamento internacional, e aí sim vejo ótimas possibilidades.
De toda forma, nunca perdi o sono. Hora de dormir é hora de dormir. No início da carreira, eu trabalhava como repórter policial na Folha. Além das reportagens, em meio à gritaria do fechamento --e da barulheira das máquinas de datilografar--, eu tinha que fazer HQs para o dia seguinte. Foi a melhor escola para eu aprender a não ficar estressado no meio do Carnaval.
Eu era tudo que um repórter policial não devia ser. Não suportava ver sangue e desmaiava. Lia um livro por dia e escrevia de forma clássica, inspirado em Eça e Machado. Na Redação aprendi a utilizar uma linguagem mais concisa... ideal para o balão de HQ.
Hoje tenho seis filhos, de quatro casamentos, e mais de vinte familiares trabalhando na empresa. É uma mistura que deu certo. Mônica, minha filha, é uma diretora comercial que sabe tudo. Minha mulher, Alice Takeda, diretora de arte, é mais exigente que eu.
Trabalho praticamente todo o tempo. Ainda leio todos os roteiros, e estou treinando minha filha Marina, 27, para me ajudar -- e com ela aprendo a linguagem das novas gerações. Trabalhar com familiares é ótimo. A não ser na hora de mandar embora.

Depoimento a... MORRIS KACHANI

Publicado na Folha de São Paulo

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MINI SÉRIE - TERRA 1







Olá meus amigos hoje temos uma postagem especial para "aquecer" este fim de semana frio que estamos passando.
Os anos 90 foram marcados pela ideia lançada pelo grande Will Eisner, que foram as Graphic Novel, a partir da colocação deste grande gênio dos quadrinhos mundiais, todo o mercado mundial começou a lançar suas graphic Novel, envolvendo todos os gêneros, todas as editoras e todos os heróis dos quadrinhos.
A Editora Abril lançou muitas graphic, da Editora Marvel, da DC Comics, assim como a Editora Globo lançou as suas e todas fizeram muito sucesso.
Mas a Editora Abril foi mais além e resolveu publicar o projeto criado e editado por Sergio Figueiredo na época que ele e Hélcio de Carvalho haviam saído da editora e fundaram o Estúdio Arte & Comics, que ficou responsável pelas publicações da Editora Abril.
Este projeto teve como responsável o Hélcio de Carvalho, chamou-se "Terra 1", uma mini série em 4 edições, com a pretensão de se realizar uma obra ao nível das Graphic Novel estrangeiras.
E este objetivo foi alcançado, o trabalho teve um nível dos estúdios americanos, onde a obra é composta por uma equipe, que trabalhou no estilo de produção como costuma ser por lá.
A criação, edição e argumento foi de Sergio Figueiredo, o roteiro ficou a cargo de David Campiti e Kevin Juaire, os desenhos são de Carlos Mota; a arte final de René Micheletti , as letras de Lilian Mitsunaga, as cores ficaram a cargo de Alexandre Jubran, o Logo da capa foi feito por Raquel Matsushita.
Além desta equipe muito boa houve ainda a colaboração de grandes artistas brasileiros: as capas foram feitas por Mike Deodato (Deodato Borges Filho), colaborador a muitos anos da Editora DC Comics e da  Marvel Comics sendo artista exclusivo desta ultima editora; e a participação de Joe Bennet que trabalha para a Editora DC Comics, que criou o visual dos embaixadores.
Infelizmente este projeto foi realizado em 1998, ano em que a Editora Abril já estava numa grande crise, e prestes a perder os direitos de publicação dos títulos da DC Comics e da Marvel para a Editora Panini, e não houve uma divulgação necessária para ser um grande sucesso.
Este trabalho só peca por ser muito calcado nas publicações estrangeiras e poderia ter sido algo mais identificado com uma realidade mais brasileira, mas isso não tira o mérito da obra; mostrando que nossos artistas brasileiros não ficam devendo nada a nenhum artista de nenhuma parte do mundo.
Deixo meu agradecimento para o Black Bison, responsável pela digitalização e a equipe: Retreat BR Comics.
Cliquem na hiperligação para poderem baixar, curtir, avaliar e deixarem um comentário a respeito.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O GATO # 2


Olá amigos, hoje temos mais uma raridade da década de 60, onde podemos verificar a capacidade e o talento dos artistas brasileiros da Arte Sequencial.
Criado em 1967 por Rubens Francisco Lucchetti e Eugenio Colonnese, O Gato era produzido pelo estúdio D'Arte e publicado pela pequena editora paulista, que se localizava na Rua Espírita, 70 em São Paulo do proprietário José Sidekerkis: Jotaesse Editora.
O GATO foi um personagem dos anos 60 que teve como fonte de inspiração os filmes de James Bond, que fizeram um grande sucesso na época, inclusive o traço gráfico lembrava o ator Sean Connery. O Gato era um agente da inteligência brasileira. 
A revista do espião brasileiro teve apenas quatro edições. Das quatro edições três delas tiveram o roteiro de Luis Meri, e a presente edição de # 2 o roteiro foi de Rubens F. Lucchetti, os dois roteiristas aproximavam do 007, o espião inglês. Mas, no inconsciente coletivo o publico leitor não deu muita importância para o nosso herói, e assim ele desapareceu e nunca mais foi publicado.
Uma grande perda pois as tramas criadas pelos dois roteiristas eram muito boas, e o nível das ilustrações de Colonnese, eram muito superiores do que a de muitas publicações estrangeiras, sem falar da belíssima capa pintada por Eugenio Colonnese.
O texto desta postagem foi elaborado pelo grande catalogador do quadrinhos brasileiros Lancelotti, parabéns amigo.
O Crédito desta edição, é do grande preservador da memória dos quadrinhos: Alvarez que tanto material tem fornecido para os blog de scans de quadrinhos, grato amigo!
Então vamos lá, é só clicar na hiperligação e baixar esta "belezura" da Era do Ouro dos quadrinhos brasileiros.